10 dicas da equipe da Mercy For Animals no Brasil para você se tornar vegano

10 dicas da equipe da Mercy For Animals no Brasil para você se tornar vegano

  • Aline Baroni
  • Aline Baroni

Hoje é Dia Mundial do Veganismo, dia em que não apenas podemos celebrar o fato de nós comermos de forma saudável e deliciosa, mas também em que comemoramos um estilo de vida que respeita todos os animais e o meio ambiente.

Nós sentimos todos os dias como é gratificante saber que não precisamos prejudicar nenhum animal para vivermos bem, mas também sabemos que no começo da vida vegana a gente tem muitas dúvidas. Por isso, pedimos para algumas pessoas da equipe da Mercy For Animals no Brasil dizerem o que elas acham importante que todos tenhamos em mente:

Lucas Alvarenga, Vice-Presidente da Mercy For Animals no Brasil

”Contém traços de leite” mas não contém produtos de origem animal e não depende de testes quer dizer que é livre de crueldade e próprio para consumo. Quando vemos essa mensagem em algumas embalagens, isso significa que o produto que não leva nada de origem animal pode ter sido produzido em máquinas e equipamentos que, porventura, também podem usar outros ingredientes. Quando um produto não contém nada de origem animal e não depende de testes em animais, mas leva essa mensagem, quer dizer que esse produto é livre de crueldade e próprio para consumo de veganos. Nenhum animal foi explorado ou morto para a produção desse produto específico.

Lúcia Gomes Pereira, Coordenadora de Campanhas

O veganismo vai mudar a forma como você vê o mundo e também como o mundo vê você. Para mim, informação foi muito importante principalmente no início, pois ajuda a organizar as ideias e os argumentos. Leia sobre veganismo. Muitos livros já tem tradução para o português e não são difíceis de encontrar. Recomendo “Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas”, da Melanie Joy. Também há vários documentários muito bons que são fáceis de encontrar na internet, como “Cowspiracy”, “What The Health” e “Food Choices”.

 

Aline Baroni, Coordenadora de Comunicação

Tenha paciência! A maior parte de nós não nasceu sabendo e não nasceu vegana: é um processo. Não é porque você chegou lá em determinado momento que todos os demais não estão caminhando. Então, ao invés de julgar, ajude! Seja inspirador, amigável, informe sem ser invasivo, seja exemplo. Ao invés de se isolar de situações sociais, leve um prato de comida para que os demais possam experimentar e ver como é gostoso. Vá ao restaurante e, mesmo que não tenha no menu, peça opção vegana — explique pacientemente do que se trata e deixe o estabelecimento saber que existe demanda para esse tipo de produto!

E, claro, vai ter gente que também vai querer provocar ou comprar brigas. Não caia nessas! ? preciso sabedoria para diferenciar pessoas abertas a informações e dispostas a conversar de pessoas que querem só causar. Elas esperam que você dê continuidade à discussão, então, com elegância, diga que se ela tiver alguma dúvida sobre o estilo de vida que você optou, você está disposto a conversar, mas que não vai alimentar polêmica com quem não está disposto a ouvir. Ou apenas sorria e vá comer sua comida vegana preferida: saber que você tomou a melhor decisão para sua saúde, para o meio ambiente e para os animais é a melhor resposta!

Jorge Moisés Assis, Gerente de Operações

Quando me tornei vegano, passei a me interessar muito mais por tabelas nutricionais, propriedades dos alimentos e combinações inteligentes. É comum que o vegano seja bombardeado com perguntas de pessoas que ainda comem carne e derivados, muitas vezes relacionadas à qualidade da nossa alimentação. Entender o que eu comia e estudar mais sobre o assunto foi um passo importante para conseguir mostrar às pessoas o quanto eu era ainda mais saudável me alimentando sem produtos de origem animal.

Bruna Nascimento, Consultora em Alimentação Vegetariana

Minha dica é abrir o leque para provar novos alimentos. Não pensar no que tirar do prato, mas sim, em todos os sabores novos que não faziam parte da sua alimentação até então. Testar novas receitas, temperos e desenvolver as habilidades culinárias é muito empoderador!

Outra coisa que ajuda muito é saber a função básica de cada grupo alimentar. Depois que você sabe a diferença do grupo dos cereais, dos feijões, óleos, frutas e verduras, você sabe como montar uma refeição saudável em qualquer lugar.

Cecília Valenza, Coordenadora de Campanhas

Exercite diariamente a compaixão. Queijo é uma delícia, todo mundo sabe disso. Então o que me ajuda muito é sempre que eu vejo um queijo na minha frente eu pensar na origem dele. E penso que o prazer que eu sentiria ao comer aquilo não vale nem de longe o sofrimento a que os animais foram submetidos para que aquele alimento chegasse no meu prato.

Também diria para você aproveitar para descobrir lugares novos: o veganismo me fez conhecer um montão de restaurantes, cafés, sorveterias… A cada dia surgem novos lugares veganos, novos pratos veganos em restaurantes e é uma delicia ver isso crescendo sabendo que nenhum animal sofreu para aquele alimento estar no nosso prato.

Daniela Yamamoto, Gerente de Desenvolvimento

Se você acidentalmente comer algo não vegano, não se culpe. Você sempre pode começar novamente no dia seguinte ou na refeição seguinte. Tente lembrar que esta escolha não é a respeito de perfeição ou comparação com outros veganos, mas é sobre os animais e o máximo que podemos fazer para salvá-los todos os dia com as nossas escolhas.

Renata Scarellis, Especialista em Políticas Alimentares

Algo que me ajudou muito durante a minha transição foi buscar alternativas veganas para as minhas receitas preferidas. Com essa busca, eu descobri não só uma série de ingredientes novos, mas também novas maneiras de usar os mesmos ingredientes. O feijão passou a ser usado para não só para a feijoada, mas também para o brownie; o grão-de-bico virou homus, torta e snack; o tofu passou a substituir ricota, patê, molho branco e mousse, e por aí vai.

Natália Rocha, Advogada

O que me levou a ser vegana foi o despertar da compaixão e do amor incondicional pelos animais. Portanto, uma dica para se tornar vegano pode ser interagir com animais — não só cachorros, gatos e outros animais considerados “domésticos”, mas porcos, vacas, galinhas e outros tantos animais que são explorados para consumo. Acredito que a maioria das pessoas passe a maior parte ou toda a vida sem associar a carne que come com um animal, que nasce e quer viver livre, assim como os humanos. Acredito que ter contato ou observar outros animais, ainda que por fotos e vídeos, nos leve a pensar sobre o relacionamento dos animais humanos com os animais não humanos e a agir conforme o ideal ético que pensamos para esse relacionamento, ou pela compaixão e amor despertado em nosso coração — o que torna muito fácil e um grande prazer ser vegano. Eu amo ser vegana!

Mariana Vidotto, Especialista em Políticas Alimentares

A maior dica que posso dar é: quando você achar difícil alguma atitude ou mudança de hábito para o veganismo, faça um exercício da reflexão. Só há dificuldade quando estamos centrados em nós mesmos.

Quando nos colocamos verdadeiramente no lugar dos animais, as escolhas automaticamente se tornam fáceis. Quanto mais você exercitar isso, mentalmente, mais ele se automatizará dentro de você!

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