O presidente da Argentina vai almoçar comida vegana hoje — e nós deveríamos fazer o mesmo

O presidente da Argentina vai almoçar comida vegana hoje — e nós deveríamos fazer o mesmo

  • Aline Baroni
  • Aline Baroni

Em julho do ano passado, o presidente argentino, Maurício Macri, anunciou que a Casa Rosada, sede do governo, adotaria o projeto Segunda Sem Carne: uma vez por semana, todos os 554 empregados do governo federal que lá trabalham (incluindo o próprio presidente) tirariam todos os produtos de origem animal do cardápio, alimentando-se de uma refeição completamente vegetariana. A ideia é fazer sua parte na conservação do meio ambiente e iniciar um debate sobre os impactos da dieta vegetariana para a saúde, mesmo em um país onde, culturalmente, se consome muita carne..

“Somente nossa mudança de comportamento e na forma como comemos nos defenderá de uma dieta insalubre”, disse, na época, o Secretário Geral Fernando de Andreis.

A iniciativa da Casa Rosada coloca a Argentina na lista de países que estão tomando medidas práticas para reduzir o consumo da carne, especialmente agora, que o aquecimento global está chegando a limites talvez irreversíveis. Além disso, um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) levantou que em apenas três países da América Latina e Caribe a maioria da população não está com sobrepeso.

Esses fatores deveriam estar motivando medidas imediatas por parte de todos as cidades e estados do Brasil. Porém, nem todos os governantes estão atentos para a importância da redução do consumo de produtos de origem animal.

São Paulo, por exemplo, perdeu uma grande oportunidade de se tornar protagonista na defesa do meio ambiente e da saúde, quando o governador Geraldo Alckmin vetou o projeto “Segunda Sem Carne”, previamente aprovado na Assembleia Legislativa.

Por outro lado, o programa Alimentação Consciente Brasil, mantido pela Mercy For Animals, tem tido conquistas importantes. Em 2017, foram oito comprometimentos no país —totalizando mais de 26 milhões de refeições vegetarianas estritas por ano. O número ainda deve crescer à medida que mais cidades e estados decidam participar em 2018.

Mas a gente não precisa esperar a iniciativa do governo. Cabe a cada um de nós reduzir o consumo de produtos de origem animal em nossa casa, parando de comprar carne, leite e ovos. Clique aqui e saiba como começar uma dieta vegetariana simples, deliciosa e saudável agora.